quinta-feira, 31 de maio de 2012

60 milhões de empregos podem ser gerados na economia verde

Pesquisa mostra que o atual modelo de desenvolvimento não é mais capaz de gerar emprego produtivo e trabalho decente

  

Se todos os países adotarem uma economia mais verde como modelo de desenvolvimento, em 20 anos seriam criados entre 15 e 60 milhões de novos empregos no mundo. A conclusão é do relatório Rumo ao Desenvolvimento Sustentável: Oportunidades de Trabalho Decente e Inclusão Social em uma Economia Verde, divulgado hoje (31) pela Iniciativa Empregos Verdes.

O grupo, que reúne especialistas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional de Empregadores (OIE) e da Confederação Sindical Internacional (CSI), mostra que o atual modelo de desenvolvimento não é mais capaz de gerar emprego produtivo e trabalho decente.
“Se a situação continuar como hoje, os níveis de produtividade dos países em 2030 serão 2,4% menores do que os atuais. Em 2050, esses níveis cairiam 7,2%. Os índices coincidem com estimativas de estudos sobre danos econômicos produzidos pela degradação do meio ambiente e a redução dos ecossistemas básicos”, sugere o relatório.
Em contrapartida, considerando apenas os empregos relacionados a produtos e serviços ambientais nos Estados Unidos, 3 milhões de pessoas já se beneficiam do novo padrão. Na União Europeia, existem 14,6 milhões de empregos diretos e indiretos na proteção da biodiversidade e recuperação dos recursos naturais e florestas, sendo mais de meio milhão só na Espanha.
Na Colômbia e no Brasil, os organismos internacionais destacaram a formalização e organização de quase 20 milhões de catadores informais. Ampliando as possibilidades de ocupação, o relatório aponta que o Brasil já criou cerca de 3 milhões de empregos com iniciativas sustentáveis, o que representa aproximadamente 7% do emprego formal.
De acordo com o estudo, é possível obter ganhos líquidos na taxa de emprego entre 0,5% e 2% do emprego total existente hoje. Mas os especialistas alertam que, para que o novo modelo funcione, é preciso combinar políticas.
As orientações indicadas no relatório elencam incentivos financeiros para estimular a mudança de padrões nas empresas, a adoção de um diálogo permanente com os diversos setores da sociedade e a garantia de políticas de mercado de trabalho que complementem políticas econômicas e socioambientais.
“A Lei Nacional de Garantia de Emprego Rural na Índia e na habitação social e os programas de bolsas verdes no Brasil são bons exemplos de políticas de proteção social que contribuem para o desenvolvimento sustentável”, destaca o documento.

Revista Exame

 

 

Unicamp e UNESP podem ser futuras 'Harvard'

Times Higher Education apresenta as cem melhores universidades com até 50 anos de idade

As futuras 'Harvard' do mundo – Unicamp e UNESP estão na lista

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp) são as duas únicas instituições de ensino da América Latina a aparecer no ranking das 100 melhores universidades com até 50 anos de idade da Times Higher Education (THE), divulgado nesta quinta-feira.

A Unicamp, que foi fundada há 46 anos, aparece na 44ª posição. Enquanto UNESP, que com 36 anos é a caçula das estaduais paulistas, foi considerada a 99ª melhor do mundo entre as instituições de ensino mais jovens.
A Universidade de São Paulo (USP), única latino americana a aparecer no ranking do THE das melhores universidades do mundo, não aparece na lista. A instituição completa 78 anos em 2012.
Entre os BRIC, a China domina o ranking com 9 instituições de ensino: 4 de Hong Kong e 5 de Taiwan. Rússia e Índia não aparecem no ranking.
Para chegar aos nomes que compõem a lista, o THE avaliou 13 critérios de desempenho: pesquisa (volume, investimentos e reputação), citações (influência da pesquisa), ensino, perspectiva internacional (pesquisa e pessoas) e inovação.
De acordo com o THE, a ideia é mostrar quais as nações que estão desafiando tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido como potências educacionais. Ou em outros termos, quais são as instituições de ensino que possuem potencial para, no futuro, ter qualidade de ensino e pesquisa semelhante ao que é oferecido pela Universidade de Harvard, que possui quase 376 anos e contabiliza 44 prêmios Nobel - até agora.
Confira o desempenho das brasileiras em cada um destes critérios e em relação com a primeira colocada da lista, a Pohang University of Science and Technology, da Coreia do Sul:

Critérios UNICAMP UNESP Pohang University of Science and Technology
Ensino 59.6 30.0                            65.9
Pesquisa 36.4 20.6                            66.8
Influência da pesquisa 15.2 8.0                            92.3
Investimento da Indústria|Inovação 43.2 44.4                           100.0
Perspectiva internacional 19.1 15.8                            25.0
Nota final 35.9 19.9                            71.8
Ranking 44ª 99ª                            1ª                       


 Entre as 10 mais do ranking, a mais jovem  é a Hong Kong University of Science and Technology, que foi fundada em 1991. No ranking das 50 mais jovens com menos de 50 anos, do QS Top Universities, a instituição é a segunda colocada. Confira a lista completa:

Universidade País Nota final
Pohang University of Science and Technology Coreia do Sul 71.8
École Polytechnique Fédérale de Lausanne Suíça 66.2
Hong Kong University of Science and Technology Hong Kong 63.0
University of California, Irvine Estados Unidos 60.0
Korea Advanced Institute of Science and Technology Coreia do Sul 58.6
Université Pierre et Marie Curie França 56.3
University of California, Santa Cruz Estados Unidos 56.0
University of York Reino Unido 55.7
Lancaster University Reino Unido 53.6
University of East Anglia Reino Unido 51.0   


Revista Exame

 

Tráfego da internet no Brasil poderá crescer 8 vezes até 2016

   

A Cisco divulgou a mais recente versão do Virtual Network Index (VNI), que é o levantamento sobre tendências de tráfego de internet mais utilizado pelo planejamento das operadoras de telecomunicações. O VNI anunciado hoje traz os dados de 2011 e as projeções para 2016.

E o principal achado do estudo é que justamente em 2016 as redes de Internet no mundo devem trafegar o volume inédito de 1,3 Zettabytes de dados. É difícil mensurar o significado desse número. Para simplificar, a Cisco diz que esse é o volume equivalente a 10 vezes o que foi trafegado em 2008, ou quatro vezes o que foi trafegado em 2011 (370 Exabytes).

No Brasil, a previsão da Cisco é que o crescimento do tráfego aconteça em um fator de 8 vezes até 2016. Os impulsionadores do tráfego global são a multiplicação por quatro da velocidade da banda larga, o conteúdo mais rico em vídeo, o aumento no número de usuários de Internet (devem chegar a 3,4 bilhões em 2016) e o aumento no número de dispositivos conectados (19 bilhões em 2016, segundo a previsão da Cisco).

Metade dos dispositivos conectados estará na Ásia/Pacífico, e apenas 8% estarão na América Latina, e cerca de 617 milhões no Brasil (em 2011 eram 331 milhões de dispositivos conectados).

Um dispositivo que terá um impacto especialmente forte nas redes de banda larga são as TVs conectadas, que tendem a consumir quatro vezes mais dados do que um PC convencional, diz a Cisco.

Revista Exame



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